segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

E AÍ, PEGOU ALGUÉM EM 2013?

Por: Luiz Fernando 


Há momentos em que, inevitavelmente, pensamos nos rumos que tomaram nossas vidas. Para alguns, isso acontece aos trinta anos. Para outros, aos cinqüenta. Mas para quase todo mundo, essa é uma lição de casa que surge na maioria dos finais de ano.
São momentos únicos, especiais, que nos atiram em uma terrível luta interna. É a gente contra a gente mesmo, no corpo-a-corpo com as próprias mazelas. Uma batalha cheia de golpes baixos, frustrações e muita, muita sensação de impotência.
Quando paramos para pensar no que fizemos (e não fizemos) durante o ano, brotam logo aquelas lembranças da lona que diversas vezes beijamos, dos fracassos irreparáveis, dos investimentos sem retorno. E é bem aí que nos questionamos se encontramos a felicidade nas escolhas até então feitas: terminei a faculdade que eu realmente queria? Trabalho com que sempre sonhei? Casei-me com a pessoa que de fato amava?
A verdade é que, muitas vezes, nossas escolhas são condicionadas às circunstâncias, ao que foi possível naquele momento e em meio a tantas adversidades e privações. Em português claro: é o que podia ser feito naquele dia.
Nessa aventura tão difícil, perdas e derrotas são inevitáveis: mais cedo ou mais tarde partem nossos pais, desaparecem nossos melhores amigos e nos abandonam aqueles que mais amamos – pessoas com as quais nos apegamos tanto e que, por conta disso, sofremos como meninos indefesos (e como sofremos, meu bom Deus!).
Mas por outro lado, a chegada da primavera sempre nos reserva uma ou outra surpresa. E mais uma vez permitimos que nosso coração se encante com a chegada de um novo filho, um faceiro amigo (surgem até no facebook) ou (quem sabe?) uma tímida paixão. O segredo da vida? Não sofrer por bobagem, estar cercado de pessoas incríveis e não ter medo de arriscar.
Uma grande amiga, certa vez, teceu um comentário acerca de uma pesquisa feita com doentes em fase terminal. A indagação lançada? Perguntavam a respeito do que mais lhes afligia naquela situação, que beirava o término da vida. A resposta foi categórica: relataram que viveram muito pouco o que realmente almejavam viver. Passaram a vida toda se curvando perante a vontade alheia. Deixaram seus sonhos para trás, para simplesmente acatar o que outro queria.
Creio que seja, por essas e outras, que eu, hoje, celebre tanto a vida. Vale a pena reunir os amigos mais apaixonantes e comemorar o aniversário no melhor espaço possível. Vale a pena insistir mais um pouquinho naquele amor arredio (e se não der certo, deixe que surjam outros e outros). Vale a pena investir em viagens, andar de avião, conhecer novos espaços ou (quem sabe?) novos mundos! Vale a pena correr para o You Tube e ouvir aquela canção do The Police, I don’t wanna lose your love tonight. Vale a pena brindar cada início de ano, certo de que uma nova ( e linda) história ainda está prestes a começar!
E que uma inesperada história surja para você também!

Um feliz 2014!          

3 comentários:

  1. Querido Fernando, que primor de texto! Verdadeiro, comovente, simples, revelador de muita sabedoria! Que bom é descobrir verdades fundamentais ...e você fez isso tão jovem! Há pessoas que levam a vida toda sem alcançar a sabedoria mais básica das que você arrolou: NÃO SOFRER POR BOBAGEM.!!! Abraço Cida Bosschaerts

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  2. Nossa !!! querido Professor Fernando tão verdadeiro , tocante é para reflexão seu texto ,amei Abraço Cléia Mendonça

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  3. Muito bom, hein, Fer!!!! Abraço, Astor.

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